ESPECIAL SANTA RITA DE CÁSSIA

 
SANTA RITA DE CÁSSIA, FÉ E DEVOÇÃO 

 

Ainda menina,
admirando minha mãe amada,
vendo nela tanta ternura , fé e devoção,
meu coração foi tocado!
 
Nele brotou um sentimento escondido...
Grande amor mais tarde revelado!
Algo inexplicável...
Tanto perfume numa rosa,
recebida após a missa,
em vinte e dois de maio!
 
Aroma inigualável...
Impressionava e encantava!
Perfume que traduzia...
Revelava o que não se via...
Mas que minha alma tocava.
 
Santa Rita chegou de mansinho...
Encontrou um coração quentinho...
Repleto de amor e carinho...
E ali fez seu ninho.
 
Hoje ela vive em mim...
E sem ela, não sei viver! 
Minha amada Santa Rita!
 
Quanta gratidão!
Quantas graças alcançadas!
A maior delas, vou contar...
Intercedeu junto a Jesus,
que curou e salvou minha sogra querida,
deixando-a por mais tempo,
junto da família amada!
 
Quantos momentos enfrentamos!
Tanta força não teria, se não fosse
pela sua intercessão  e proteção...
Nunca me senti desamparada...
Triste, aflita e amedrontada... Sim!
Mas sozinha, não!
 
Ela está comigo todo o tempo!
É a força que me mantém.
A mão que me socorre.
A paz que me acalma.
O discernimento no momento necessário.

O exemplo de fé, compaixão  e piedade, 

todos os dias, a me inspirar e guiar!
 
O bom Jesus, que ela  tanto amou,
cresceu mais  dentro de mim,
depois que ela chegou...
Hoje , Ele é  tudo para  mim...
Sem Ele, nada posso e nada sou!
Quero com Deus sempre estar!
Quero Santa Rita sempre a me abençoar!



 Por Maria de Lourdes Pinto Braz Scarpa

22 de maio de 2021


Foto: Imagem de Santa Rita ornamentada pelos devotos na Matriz de Itanhandu, 22 de maio de 2021, 09:42.




MENSAGEM DE SÃO JOÃO PAULO II SOBRE SANTA RITA*

    (...) Mas qual é a mensagem que esta Santa nos transmite? É uma mensagem que emerge da sua vida:  humildade e obediência foram a via pela qual Rita caminhou para uma semelhança sempre mais perfeita ao Crucificado. O estigma que brilha na sua testa é a autenticação da sua maturidade cristã. Na Cruz com Jesus, ela de certo modo formou-se naquele amor, que tinha já conhecido e expresso de maneira heroica entre as paredes de casa e na participação nas vicissitudes da sua cidade.

    Seguindo a espiritualidade de Santo Agostinho, fez-se discípula do Crucificado e, "perita no sofrer", aprendeu a entender os sofrimentos do coração humano. Rita tornou-se assim advogada dos pobres e dos desesperados, obtendo para quem a tenha invocado nas mais diversas situações inúmeras graças de consolação e de conforto.

    Rita de Cássia foi a primeira mulher a ser canonizada no Grande Jubileu do início do século XX, a 24 de Maio de 1900. Ao decretar a sua santidade, o meu Predecessor Leão XIII observou que ela agradou a Cristo, tanto que a quis marcar com o selo da sua caridade e da sua paixão. Esse privilégio foi-lhe concedido devido à sua humildade singular, ao afastamento das ambições terrenas e ao admirável espírito penitencial, que acompanharam todos os momentos da sua vida (cf. Carta Apost. Umbria gloriosa sanctorum parens, Acta Leonis XX, pp. 152-153).

    (...) Se perguntamos a Santa Rita qual é o segredo para esta extraordinária obra de renovação social e espiritual, ela responde-nos:  a fidelidade ao Amor crucificado. Com Cristo e como Cristo, Rita chegou à Cruz sempre e só por amor. Como ela, então, dirijamos o olhar e o coração a Jesus morto na cruz e ressuscitado para a nossa salvação. É Ele, o nosso Redentor, que torna possível, como fez para esta querida Santa, a missão de unidade e de fidelidade que é própria da família, também nos momentos de crise e dificuldade. É ainda Ele que  torna  concreto  o  empenho  dos cristãos em construir a paz, ajudando-os a superar os conflitos e as tensões, infelizmente tão frequentes na vida quotidiana.

    A  Santa  de  Cássia  pertence  à grande plêiade das mulheres cristãs que "tiveram um influxo significativo na vida da Igreja, como também na da sociedade" (Carta Apost. Mulieris dignitatem, 27). Rita interpretou bem o "gênio feminino", viveu-o intensamente na maternidade tanto física como espiritual.

    Caríssimos Irmãos e Irmãs, no mundo a devoção a Santa Rita é simbolizada pela rosa. É para esperar que também a vida de todos os seus devotos seja como a rosa recolhida no jardim de Roccaporena, no inverno que precedeu a morte da Santa. Isto é, seja uma vida sustentada pelo amor apaixonado pelo Senhor Jesus:  uma existência capaz de responder ao sofrimento e aos espinhos com o perdão e o dom total de si, para difundir em toda a parte o bom perfume de Cristo (cf. 2 Cor 2, 15), mediante o anúncio  coerente  e  vivido  do  Evangelho. A cada um de vós, amados devotos e  peregrinos,  Rita  entrega  de  novo a sua rosa:  ao recebê-la espiritualmente, empenhai-vos em viver como testemunhas de uma esperança que não engana, e missionários da vida que vence a morte. (...)


* São João Paulo II, discurso durante encontro com os peregrinos e devotos de Santa Rita e com os Cavaleiros do Trabalho em 20 de maio de 2000. Fonte: VATICAN.VA

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