MARIDO E MULHER, MINISTROS DO SEU MATRIMÔNIO!
Os sacramentos são sinais do Amor de Deus por nós, onde o Cristo sempre nos toca com a sua graça. Cada sacramento é um comunicante do amor de Cristo, que se faz próximo do ser humano, para santificá-lo, tornando a nossa natureza consagrada para o serviço e o louvor de Deus.
Os sacramentos alimentam a vida
espiritual da Igreja e são sempre realizados pelos ministros ordenados e,
também, por ministros não ordenados que agem “in persona Christi”, ou seja, na
pessoa de Cristo.
Sabemos
que a palavra ministério significa serviço. E todo serviço que edifica o corpo
místico de Cristo, que é a Igreja, é ação do próprio Senhor, que, por meio de
cada um dos seus membros, torna santos todos aqueles que Jesus amou e escolheu.
O ministro é o servidor que, por meio de
suas forças, oferecendo o seu ser a Cristo, numa atitude de colocar o seu
batismo em ação, ama o que faz e faz o que ama, com a lucidez de propósito e
espírito de decisão.
O Matrimônio é chamado de um “sacramento
de serviço”, assim como o Sacramento da Ordem. Os ministros que o realizam são
os noivos que, com liberdade e amor, se decidem a unir as suas vidas diante de
Deus e da comunidade cristã, que testemunha um ato humano, elevado à graça de
sacramento, pelo consentimento dos dois.
Vale lembrar que o ministro do sacramento do matrimônio não é o padre ou
o diácono. Estes últimos são as testemunhas ordinárias que, em nome da Igreja,
presenciam e validam o ato sacramental, realizado pelo homem e pela mulher, que
são os únicos ministros do sacramento do Matrimônio.
São
Paulo compara o amor do homem com a mulher como o amor de Cristo pela sua
Igreja. Cristo é o esposo que dá a vida pela sua esposa, que é a Igreja; e
esta, por sua vez, vive deste amor, e ao seu Esposo se devota de maneira plena
e total. É o que o apóstolo afirma nas palavras à comunidade de Éfeso: “Maridos amai vossas mulheres, como Cristo
também amou a sua Igreja e se entregou por ela, a fim de santificar pela
palavra ... É assim que os maridos devem amar suas esposas, como amam seu
próprio corpo. Aquele que ama a sua esposa está amando a si mesmo” (cf. Ef
5,25-28).
O
amor do esposo pela esposa, pela santificação de suas vidas, por meio do rito
do matrimônio, é sempre um sinal do sagrado que toca a humanidade com a
presença de Cristo. Reafirmando esta doutrina da Igreja, o Papa Francisco na “Amoris Laetitia”(Alegria do Amor),
Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre o amor na Família, assim expressa:
“precisamos de refletir mais sobre a ação divina no rito nupcial, que aparece
muito evidenciada nas Igrejas Orientais ao ressaltarem a importância da bênção
sobre os contraentes como um sinal do dom do Espírito”(cf. AL no. 75)
A vivência do Sacramento do Matrimônio é
um inegável serviço de santificação do casal e da família, e todo testemunho de
fé, dado pelos cristãos, aponta para o horizonte da salvação, que se descortina
diante do mundo, a partir de Cristo, o servidor de todos.
Cônego Sérgio Roberto Monteiro
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| Imagem: cathopic |

Parabéns! Trabalho perfeito!
ResponderExcluirBem esclaredor! Numa linguagem ao alcanse de todos. Parabéns!
ResponderExcluirUm sacerdote falando do matrimônio por mais simples que fosse ,seria muito valoroso.Ainda mais com a eloquência que o Senhor possue e tanta sabedoria!!Belas e verdadeiras palavras ,Pe.Sérgio!Gosto muito da citação de São Paulo sobre o amor que une o casal e que tudo perdoa!
ResponderExcluirBonito ouvir na voz de um sacerdote,palavras sobre o Matrimônio. Belas e verdadeiras palavras,cheias de sabedoria.
ResponderExcluirGosto de São Paulo quando fala do amor que tudo perdoa!
Linda crônica,como já era de se esperar!