A RECIPROCIDADE ENTRE A FAMÍLIA E A IGREJA
imagem: cathopic.com
A Igreja, como muito bem afirmou o Papa
São Paulo VI, é “perita em humanidade”, e, por esta sua especificidade, é
sabedora de que, no mais íntimo do coração do homem, é que o amor de Deus quer
fazer sua morada.
O
coração do ser humano é o lugar teológico, onde acontece a
epifania(manifestação) da alegria do amor, que transforma o mundo, É, também, o
lugar existencial, onde reverbera o chamamento divino de fazer do amor o critério
mais sublime, que norteia os caminhos da humanidade, na busca da felicidade.
Segundo a experiência vivida por Santo Agostinho, esta felicidade só é atingida
quando o homem tem o seu encontro com a verdade, que é Deus.
A família sempre será o lugar relacional,
onde o homem exerce a sua vocação primeira de ser plenamente humano. E, a
partir da Revelação Divina, podemos ver que a encarnação do Filho de Deus
aponta-nos para a família, como o lugar escolhido por Deus para se humanizar. Desta
forma, podemos interpretar o recado de Deus para a humanidade: a família é o
espaço em que os homens podem encontrar os meios e os modos de se tornarem
divinos. Tudo isso, impulsionado pelo dinamismo do amor!
De fato, é o amor que, por excelência,
torna possível a realização da vontade divina nos meandros da história do
homem. Sem o amor, a nossa existência humana fica totalmente esvaziada de sentido;
e o apostolado cristão, sem o amor, fica sem alma, imerso num agir meramente filantrópico.
Tanto a família, “célula mãe da sociedade”,
como a Igreja, se reconhecem em profunda comunhão, na missão de apresentar o
amor de Deus aos homens e mulheres de cada tempo. Esta comunhão dá-se pela
graça da presidência do amor de Deus sobre os corações, que reconhecem o
senhorio de Cristo. Família e Igreja são instituições basilares que muito
ajudam o homem a viver as exigências do amor, que é o essencial para tornar a
vida mais bela, mais plena e transbordante de sentido.
É uma atitude de fé permitir que o nosso
coração seja presidido pelos sentimentos e propósitos de Cristo, e isso
aprendemos no espaço familiar, onde o amor ocupa a sua centralidade, por meio do diálogo, do perdão e da ajuda mútua; e,
também, no ambiente eclesial, que é edificado pelo testemunho do mandamento do
amor, traduzido na disposição de acolher, de celebrar e de servir.
A grande beleza revelada pela
reciprocidade entre família e Igreja é o testemunho de ambas, enquanto
servidoras de Cristo, de expressarem a alegria do amor a todos, sem exceção,
fazendo as vezes de nosso Mestre e Senhor!
Sejamos gratos ao Papa Francisco por nos
presentear com a Exortação Apostólica Amoris Laetitia (A Alegria do Amor),
que nos aponta o itinerário dos verdadeiros seguidores de Cristo e a
bússola segura para os buscadores de
Deus!
Cônego Sérgio Roberto Monteiro

Leitura que nos mostra como Família e Igreja devem caminhar juntos.Deus escolheu a família para se humanizar e através da Igreja,podemos alcançar o divino.Deus escolheu o coração do homem para fazer sua morada!Que bonito isso!
ResponderExcluirPrecisamos tanto da família onde o amor é atingido através do perdão e do diálogo,como também do ambiente eclesial,que nos concede ensinamentos e acolhimento.
Grandes aqui exploradas pelo nosso Pe.Sérgio!!!