A PATERNIDADE É UM SACRAMENTO DO AMOR DE DEUS!
A natureza sempre aponta para o Criador, que é fonte e origem de todos os seres viventes. Deus é a razão de ser e o que dá sentido a todas as coisas. Sem ele, nada existe!
O milagre da existência humana
sempre nos convida à contemplação amorosa dos feitos de Deus, que é perfeição
em tudo que faz! Mas, este olhar contemplativo é um ato de fé, pois quando esta
nos falta, os feitos divinos são reduzidos às tentativas da razão humana de
interpretar o inédito ou absurdo da existência, muitas vezes fria pelos seus
cálculos ou até rígida pelas suas teorias.
A maternidade e a paternidade são
obras de Deus, mais do que um simples acidente de percurso ou o exercício
instintivo da natureza. Ninguém nasce mãe, ninguém nasce pai: todos nascemos
filhos! Torna-se mãe a mulher e torna-se pai o homem que se entendem
chamados a aceitar o mistério da vida, de forma fecunda e completa, abraçando, com madura disposição e vontade responsável, este dom e compromisso que lhe são
oportunidades dadas por Deus.
“Crescei e multiplicai-vos”(Gn 1,8) é a sentença bíblica que aponta para a maturidade humana, que dá sentido a nossa
existência, a partir do plano criador de Deus. Crescer representa assumir a nossa
estatura de ser humano inteiro, e multiplicar significa perpetuar o que somos
naqueles que são tocados pelo dom da nossa presença, fazendo comunicar os reais
sentimentos e os verdadeiros valores que habitam em nós e que tornam o humano
pleno de fecundidade.
Por obra da natureza, todos
precisamos das figuras da mãe e do pai! Não são adereços dispensáveis, mas
presenças essenciais que nos ajudam a elaborar o nosso horizonte de sentido.
Eles participam da tecitura da nossa personalidade. A mãe nos garante continuidade,
e o pai evoca nossa identidade. A ligação intrauterina nos acompanha ao longo
da vida, mas, também, persegue os passos da nossa existência a presença ou a
ausência da figura paterna. Nossa incompletude existencial pede, ou quase até
mesmo exige, esta condição natural que nos define como seres humanos.
Mesmo nos tornando pais, mães, avôs,
avós, sempre carregaremos conosco as marcas do nosso estágio original de filhos
e filhas, que um dia fomos. Mais ainda, podemos aprender, com a nossa vida de fé, que a
Paternidade Divina sempre vai nos acompanhar, nos curar, nos preencher, nos
educar, pois Deus é o amor que fica e que sempre permanecerá em nós. O Amor do
Pai é incondicional, nos cura e nos faz reconciliados e instaurados na dinâmica da vida!
O Papa João Paulo Primeiro, que
governou a Igreja por apenas trinta e três dias, deixou-nos uma expressão sobre a qual devemos
rezar e pensar, pois tem muito a nos dizer: “Deus é Pai e Mãe!”. Ternura e
cuidado, amor e decisão!
Que o Pai Criador abençoe e faça
mais fecunda a vocação e missão de todos os que abraçaram o dom da paternidade!
Que a alegria do Amor sempre prevaleça sobre todos!

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