Entrevista - Paixão de Cristo
"Sentai-vos aqui enquanto eu vou orar." Mateus 26:36
"A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo." Mateus 26:38
"Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres." Mateus 26:39
"Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores." Mateus 26:45
"Já vos disse que sou eu. Se é a mim que buscais, deixai que estes se vão." João 18:8
"Viestes armados de espadas e varapaus para me prender, como se faz a um ladrão. Todos os dias eu estava sentado entre vós, ensinando no templo e não me prendestes. Mas é esta a vossa hora, a hora do poder das trevas. Tudo isto aconteceu para que se cumprissem as palavras dos profetas." Mateus 26:55
"O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, certamente os meus soldados se esforçariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui." João 18:36
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Lucas 23:34
"Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe." João 19:26,27
"Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito." Salmo 31:5
O entrevistado desta semana é Renato Carneiro.
Ator, trabalhou na peça O Retorno ao deserto (2010), Caminhos (2011), direção do musical Os Saltimbancos (2013), O Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas (2017), Secretário de Turismo e Cultura (2017-2019); atuação em Homens de Papel, de Plínio Marcos (2020). Diretor e produtor da Encenação da Paixão de Cristo em Itanhandu desde 2013. Prêmio Mestres da Cultura - Ministério da Cultura (2019), Direção e adaptação O Pequeno Príncipe Nordestino (2022), Integrante da Academia Caxambuense de Letras, Fundador do Grupo Prosa e Verso, em Itanhandu.
A encenação da Paixão de Jesus Cristo é realizada, anualmente, em Itanhandu pela Secretaria de Cultura e Turismo. Renato Carneiro endossou a proposta para que a essa Encenação fosse considerada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município, de acordo com o Decreto 3.058/2017. A iniciativa do reconhecimento partiu de Renato ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, sendo essa, uma forma de reconhecer o empenho dos moradores, voluntários e apoiadores que, há vários anos, ensaiam por diversos meses e dramatizam esta emocionante história. É sempre um espetáculo grandioso, comovente, que preza pela qualidade e tradicionalismo em Itanhandu, sempre na época da Páscoa.
Declará-lo como Patrimônio Cultural é uma forma de reconhecer a qualidade desse belíssimo espetáculo e valorizar os artistas da cidade envolvidos em sua produção e encenação.
Entrevista cedida a Francine Levenhagen



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