Entrevista - Intenção do Papa: Religiosas e Consagradas

 


A intenção do Santo Papa para fevereiro é pelas religiosas e consagradas. Sejamos gratos à missão e à coragem delas, para que continuem a encontrar respostas diante dos desafios do nosso tempo.


A entrevistada desta semana é Irmã Clara.
Conte-nos sobre a senhora, Irmã:

"Meu nome civil é Iracy Maria Silva de Assis. Meu pai é José Firmino de Assis (falecido) e minha mãe é Francisca de Paula de Assis. Sou natural do Estado de Alagoas. Com seis meses de nascida, fui para o Estado da Bahia. Aos 9 anos, comecei atletismo infantil no colégio e dei seguimento no esporte. Era muito competitiva. Participava das olimpíadas do colégio, desfilava etc. Aos 15 anos, comecei meu discernimento vocacional com as irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho na Bahia. Em11de dezembro de 1986, entrei para o mesmo Instituto. Em 1988, entrei para o Noviciado, recebendo o nome de religiosa Irmã Maria Clara de Jesus. Em 1996, fiz meus votos Perpétuos. Durante esse 35 anos, passei por várias missões com características variadas, em Estados diferentes. Atualmente, estou em Itanhandu/MG."




1) Quais são os desafios no exercício de uma vida religiosa?

    Os desafios na vida de uma religiosa, hoje, são as próprias exigências de cada realidade, que, como sabemos, tem a cultura e os costumes próprios do local ou região. Quando vivenciamos essa realidade, percebem-se as adaptações necessárias ou aceitação.

 


2) Como foi a decisão de seguir a vida religiosa? Houve oposição da família?

    Pessoalmente, não foi fácil.  Levei uns quatro anos para me adaptar aos costumes. Apesar de o meu pai nunca ter impedido esse seguimento, eu sentia que ele queria que eu ficasse em casa.  Minha mãe sempre foi mais objetiva. Ela nunca quis nem aceitou.

 

3) Qual a maior virtude que este cotidiano já apresentou para a senhora?

    Paciência, generosidade, compreensão, amor ao próximo e muito mais.

 


4) Já pensou em desistir da vida religiosa alguma vez?

    Sofri muito para aceitar o chamado. O vazio que tomava conta da minha vida, sem explicação, até hoje, me acompanha, quando penso em olhar para trás e desistir. Não faz sentido, apesar de saber que esses dias escuros já aconteceram. Sim. Não sei explicar. Só sei que não faz sentido.

    Meu pai me dizia para não pensar nos desafios do Convento, mas, sim, nas soluções para cada uma das dificuldades.

    Houve desânimo, mas, devido às circunstâncias do trabalho, que requer adaptações constantes de nós mesmos.

    Mas, peço sempre a graça de Deus para que eu continue no serviço a Ele.

    Nunca pensei em largar a vida de Consagrada.    


 5) Qual é a sua missão no exercício da vida religiosa?

    Fico muito feliz quando o Padre Sérgio fala: "tenha sua experiência pessoal e comunitária nesta celebração Eucarística".  Acredito que cada um tem sua experiência pessoal com Deus, mas não custa nada querer conhecê-Lo melhor em outro estado de vida. Então, eu estou aqui para ouvir e compartilhar.

 

6) Qual é o chamamento que a senhora deixa para os que têm curiosidade em saber mais sobre esse modo de vida e entrega?

    Poder, cada dia, ser grata a Deus pelo dom da minha vida, da minha família e dos amigos.  Alegra-me a vitória do outro.

 

7) Quais são as maiores alegrias da sua vida?

    A minha maior alegria é poder cooperar no projeto de Deus, onde quer que eu esteja.

    Também sou alegre pelo dom da vida. Sou grata a Deus pelo dom da minha vida consagrada, por estar viva e por poder ajudar.

    Hoje, no Município de Itanhandu, no hospital, sou responsável pela promoção de eventos para angariar fundos e assistência religiosa aos doentes, e responsável pelas doações. Com as irmãs, sou a Superiora local.


Entrevista cedida a Francine Levenhagen.

 

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