ENTREVISTA - Intenção do Papa: Pela Pastoral dos Enfermos
A intenção de oração do Santo Papa, o Papa, para este mês de julho de 2024 é pela pastoral dos enfermos.
Rezemos para que o sacramento da unção dos doentes dê, àqueles que o recebem e aos que lhes são mais próximos, à força do Senhor, e se torne cada vez mais para todos um sinal visível de compaixão e esperança.
Por todos os leigos e religiosos que assumiram a missão de levar Jesus aos enfermos.
Por aqueles que visitam casas, zona rural, hospitais, presídios e oferecem conforto espiritual aos que padecem na carne com doenças, dores e sofrimentos.
“Sabedoria do coração é servir o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho”, escreveu o Papa Francisco, em 2015.
A enfermidade é um período bastante desafiante e pode levar ao desânimo e a desesperança, mas, se unida aos sofrimentos de Cristo, pode ser alavanca para a santidade. Por isso, a Igreja dedica um sacramento especial para quem se encontra nessa condição, a Unção dos Enfermos. Trata-se de uma graça particular que Deus concede através do sacramento para unir, de maneira mística, o enfermo ao sofrimento de Cristo na Cruz.
A finalidade desse sacramento é preparar a pessoa para o encontro com Deus ou para que a pessoa encontre a força, redescubra o sentido da vida e retorne a Ele. A enfermidade, sempre vai se tornar, na perspectiva católica, um caminho de conversão a Deus. Um Deus que é perdão e é cura.
A entrevistada deste mês de julho é Maria Inês Ribeiro Fonseca Guimarães, que é membra dos seguintes movimentos e pastorais: Apostolado da Oração, Irmandade do Santíssimo Sacramento, pastoral da saúde, pastoral das exéquias e celebração da Palavra, pastoral da liturgia e pastoral do dízimo.
1) Qual é o significado teológico do sacramento da unção dos doentes na vida da Igreja e para os fiéis individualmente?
Antigamente conhecido como "Extrema Unção", é um Sacramento da Igreja Católica dedicado aos enfermos. Confere ao fiel católico uma graça especial, para enfrentar as dificuldades próprias de uma doença ou velhice. Não é Sacramento só do que estão no fim da vida. (Tg.5.14 e15).
2) Como os ministros da pastoral dos enfermos podem ser mais bem preparados para atender às necessidades espirituais e emocionais dos enfermos e de suas famílias?
Fazendo preparações como cursos e vida de oração intensa.
3) De que maneira a pastoral dos enfermos pode contribuir para uma maior consciência na comunidade sobre a dignidade de cada pessoa, especialmente nos momentos de vulnerabilidade devido à doença ou à idade avançada?
Visitando o enfermo, dando apoio a família, guardando sigilo da vida privada.
4) Como as paróquias e comunidades podem criar redes de apoio mais eficazes para os enfermos e suas famílias, oferecendo não apenas assistência espiritual, mas também apoio prático?
A interação dos membros da pastoral, buscando a necessidade de cada um, por meio da comunicação, inclusive, utilizando o aplicativo WhatsApp.
5) Qual é o papel da oração e da presença comunitária na vida dos enfermos e como isso pode ser efetivamente organizado pela pastoral dos enfermos?
O papel da oração é de suma importância. Devemos dar assistência com a presença do sacerdote orando e com o próprio Sacramento da Unção e da Eucaristia.
6) De que forma a experiência da doença pode se tornar um caminho para o crescimento espiritual e aprofundamento da fé tanto para os enfermos quanto para seus cuidadores e familiares?
A empatia de sentir a dor do outro e ter compaixão, vendo no enfermo a fortaleza, a serenidade e, sobretudo, a resignação com esperança.
7) Como a Igreja pode melhor comunicar o valor e a importância do sacramento da unção dos doentes, incentivando os fiéis a buscá-lo, não apenas nos momentos finais, mas também em outras etapas de doenças graves?
Orientando melhor o povo.
8) Quais são as principais barreiras enfrentadas pelos ministros da pastoral dos enfermos em seu trabalho e como podem ser superadas?
Quando querem a visita agendada e quando têm preferência por determinados membros da pastoral.
9) De que maneira a pastoral dos enfermos pode trabalhar em conjunto com profissionais de saúde para oferecer um cuidado integral ao enfermo, considerando suas necessidades físicas, emocionais e espirituais?
Respeitando as classes profissionais e promovendo momentos celebrativos; enviando mensagens positivas; aproveitando as boas oportunidades; esforçando-se para fazer tudo por amor e com competência, pois o hospital é lugar de ciência.
Assim poderemos plantar uma semente do Evangelho em todos.
10) Como a experiência de acompanhar os enfermos afeta a vida espiritual e pessoal dos ministros envolvidos na pastoral dos enfermos?
Se os membros da pastoral dos enfermos deixarem se envolver com as doenças ou com os problemas dos enfermos, isto poderá afetar suas vidas espiritual e pessoal.
Entrevista cedida a Francine Levenhagen



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