Dia 06/08: Transfiguração do Senhor
Boas notícias
Senhor, é bom estarmos aqui.
Não temer o Caminho indicado por Jesus.
Em 6 de agosto, celebramos a Transfiguração do Senhor, narrada nos três Evangelhos Sinóticos, sinal de que sua mensagem era importante para os seguidores de Jesus na Igreja, que estava nascendo e que continuaria ao longo dos séculos.
Segundo o Evangelho de Mateus, Jesus levou consigo três apóstolos: Pedro, Tiago e João (Cf. Mt 17,1).
Jesus não faz algo para chamar a atenção, mas, de forma discreta, escolhe algumas testemunhas para transmitir o que aconteceu na montanha depois da Sua Ressurreição. A montanha, desde o Antigo Testamento, é lugar de encontro com Deus, como nos textos que Moisés recebe a Lei.
Jesus se transfigura para apresentar aos apóstolos a Sua Divindade. Junto Dele estão Moisés e Elias, representando a Lei e os Profetas – toda a Tradição do Antigo Testamento – que falam a respeito de Jesus. O Evangelho de Lucas diz que conversavam sobre a morte de Jesus na Cruz (Cf. Lc 9,31).
Pedro diz a Jesus que é bom ficar ali (Cf. Mt 17,4). É bom permanecer junto de Jesus na Sua glória, mas é preciso entender que, para isso, devemos passar com Ele também pelos Seus sofrimentos, seguir pelo caminho da Cruz.
Eles são envolvidos por uma nuvem, sinal da presença do Pai, e ouvem uma voz: “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o!” (Mt 17,5c).
O Pai revela todo o Seu amor por Jesus, por entender que Ele foi obediente até a morte de Cruz, para chegar também à glória da ressurreição.
Os discípulos caíram por terra, por medo, mas, também, por sentirem a presença desse Deus de Amor próximo a eles. Jesus lhes diz: “Levantai-vos e não temais” (Mt 17,7b), indicando que eles não precisam ter medo da divindade de Jesus, nem de seguir com Ele pelo caminho do Calvário.
A transfiguração de Jesus é o anúncio de Sua glorificação e um convite para que os discípulos, de ontem e de hoje, não tenham medo de trilhar pelo caminho que o Mestre lhes convida a seguir, que passa pela Cruz, mas que leva à ressurreição.
Assim, é preciso descer da montanha e continuar seguindo até o dia em que se estará definitivamente na sua Divina Presença.
Eduardo Fraguas
Revista Brasil Cristão
Ano 27 - nº 313 - Agosto 2023
Imagem: Transfiguration of Jesus, Carl Heinrich Bloch (1872)

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